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Depoimento L.N.S. Crack

Atendimento 24 horas

Serra da Cantareira, 26 de agosto de 2011.

Nome: L. M. S.
Idade: 31 anos
Tempo de dependência: 13 anos
Tipo de droga: Crack
Tipo de Tratamento: Tratamento de Drogas
Período de tratamento: 30 dias

Eu L.M.S, 31 anos, venho por meio deste descrever como uma pessoa que tem tudo, mas ao mesmo tempo nada. Falo de mim.

Antes da minha adicção ativa, levava uma vida normal. Trabalhava, era carinhos, honesto para com a família. Tinha humildade, responsabilidade, caráter etc.

Más eu sentia que me faltava algo, minha timidez era de fato um incomodo, já cheguei a perder oportunidade de trabalho, garotas, me destacar ( fazer tudo aquilo que sou capaz) perante outras pessoas. Sou muito reservado, tenho medo de me expor, passar vergonha.

Nunca me abri e ou falei abertamente com minha família. Achava que os amigos me davam força e me sentia seguro, alegre. Me tornei egocêntrico, achava que o mundo girava em torno de mim, fazia de tudo para ser o centro das atenções, procurando aprovações. Comecei a me auto-enganar, manipular para atingir meu propósito.

Aos dezoito anos fui a um churrasco. Lá bebi bastante e percebi que meu primo havia ingerido e consumido o mesmo volume, porém, continuava sóbrio e extrovertido, interagindo. Fiquei abismado e lhe perguntei o que estava acontecendo. Ele disse que havia usado outro tipo de droga (ilícita), a cocaína e me aconselhou a não experimentar. Só que eu queria ficar naquele estado de euforia e usei pela primeira vez.

Daí em diante, todas as festa que eu freqüentava, sempre levava um pouco. Aquilo me supria.

Com o passar do tempo o uso progrediu, já não usava apenas duas vezes ao mês. Comecei a cometer insanidades, faltar ao trabalho, brigar com a família etc.

Em 2003, aos 23 anos, perdi meu emprego.

Logo em seguida consegui outro. Foi nesta época que percebi o quanto as drogas estavam afetando minha vida. Decidi pedir ajuda a minha família, porém, infelizmente eles não tinham o conhecimento desta doença “adicção”, e começaram a me taxar de “nóia”, “maconheiro” etc, e que eu era um “sem vergonha”.

Se na época eu tivesse conhecido o narcóticos anônimos, a programação, talvez, hoje, eu não estaria neste dilema, só que Deus age na hora certa.

Eu precisava sofrer um pouco mais para saber e ter um propósito, uma meta.

Insatisfeito e com raiva devido a atitude de minha família, fui me esconder novamente atrás das drogas, fugindo das responsabilidades. Não aceitava ser imperfeito e me drogando eu conseguia um mundo perfeito cheio de ilusões.

Em 2010 conheci o crack. Foi amor a primeira vista. Tinha obsessão, não parava de pensar em usar o crack e uma vez que usava, vinha a compulsão. Não parava de usar. Abandonei o emprego, ficava dias nas ruas e só voltava para comer. Comecei a me degradar, já não andava limpo e não comia. Fiquei dias nas ruas com uma carroça, catando material reciclável. Vendia e corria para a “boca” e fiquei neste ciclo. Aquilo era pouco. Comecei a trocar minhas coisas, roupar minha mãe e após algum tempo, roubar pedestres, loterias, padarias, restaurantes, supermercados etc.

Eu não agüentava mais aquilo. Usava sem vontade. Cheguei a chorar por não conseguir evitar aquele desejo incontrolável. Nesta época eu já sabia que uma garota com quem eu namorava estava esperando um filho meu. Ela fez de tudo para eu largar as drogas e viver a seu lado.

Diante das circunstâncias criei coragem e pedi ajuda novamente. Eu não quero que meu filho cresça assim, como eu cresci, sem um pai. Eu não agüentava mais aquela vida, se aquilo que vivia pode ser chamado de vida.

Graças a Deus minha irmã já havia pesquisado e procurado uma clínica terapêutica e em 27/02/2011 fui internado.

Lá pude refletir, analisar meus erros e descobri o quanto eu era hipócrita e que roubava minha família há muito tempo, o sono, a felicidade, a paz etc.

Nunca saí do meu foco “a recuperação”.Infelizmente minha família não sabia que era uma clínica de contenção, cujas pessoas vão sem vontade própria. As que não querem recuperação.

Após dois meses, devido conflitos internos, a clínica fechou e eu saí.

Minha família me ajudou muito e eu pedia ajuda nos momentos de aflição e freqüentava as salas de narcóticos anônimos.

Após algum tempo eu parei e quando estava quase empregado, resolvi me colocar a prova experimentando um pouco de droga e recaí.

Aqui estou eu, há 30 dias internado novamente. Neste período fiz uma avaliação. Eu admito que sou impotente perante a minha adicção, aceitando a programação porque ela funciona, mas não tinha me rendido.

É como se eu lutasse contra o Mike Tyson. Sabia que era fraco e que iria perder. Mesmo assim eu dava a minha cara para bater.

Hoje vivendo realmente em recuperação, sei que não posso modificar as coisas e sim a mim mesmo, aceitando como elas são. Deixando as coisas acontecerem, adotando e tendo uma nova madeira de viver.

Não posso mudar o que fiz mas posso fazer o que não fiz! “ o certo”.

Irei fazer o certo, só por hoje funciona.

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