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Depoimento P.H.C. Crack

Atendimento 24 horas

Nome: P.H.C.
Idade: 42 anos
Tempo de dependência: 23 anos
Tipo de droga: Crack
Tipo de Tratamento: Tratamento de Drogas
Período de tratamento: 3 meses

Venho de uma família de 3 irmãos, do qual sou o primogênito. Com uma mãe maravilhosa e pai alcoólatra, que, infelizmente, nunca esteve presente quando necessário. Nunca, que me lembre, ele ou minha mãe, nos falaram sobre o que eram as drogas e as conseqüências para nossas vidas.

A primeira vez que eu ouvi falar de drogas, foi através da boca de meu pai, mas não como orientação e sim como suspeita de que eu tivesse usado maconha. Isso ocorreu quando eu tinha, se não me engano, 15 ou 16 anos, após ter bebido cerveja com meus colegas e ter chegado em casa com os olhos vermelhos. Ele foi categórico, afirmando: “-Você fumou maconha.”

Me senti muito mal com aquilo e questionei minha mãe, de onde ele tinha tirado esta idéia e nem ela soube me dar resposta.

Comecei a fumar maconha quando tinha dezoito anos e havia saído de casa para estudar.

Era 1986 e de repente me vi abandonado na rodoviária de minha Cidade, com mala e colchão, para iniciar uma nova fase em minha vida, em busca do sonho de ser engenheiro em eletrônica.

Até então eu não usava de forma compulsiva, mas o suficiente para que fossem levantadas suspeitas. Por fim, me vi em uma armadilha e vi meu sonho se despedaçar. Eram múltiplos fragmentos, quando eu fui expulso da escola, em meados de 1988.

Neste período conheci a pessoa que só hoje sei que é a mais importante na minha vida e que se tornou minha esposa e mãe de meus filhos que estão com 19 e 14 anos. Antes do meu casamento que ocorreu em 1991 e por um período de aproximadamente dois anos e meio eu fiz uso de cocaína. No início eu usava socialmente, como dizem, mas com o passar do tempo tornou-se cada vez mais freqüente, até chegar ao ponto de usar todos os dias.

Graças a minha esposa, que na época era minha namorada, parei de usar cocaína sem precisar de ajuda especializada, mas continuei usando maconha de forma que eu acreditava que podia controlar.

Palavras da minha esposa: “- Ou você para de usar cocaína ou paramos por aqui.”.

No ano de 2000 me formei como analista de sistemas, após ter ficado onze anos sem estudar. Me formei também em espanhol. Com esta nova profissão, um novo mundo se abriu diante de meus olhos e me dediquei de corpo e alma. Esta dedicação me proporcionou a posição que tenho hoje, como analista de sistemas sênior.

Meu crescimento pessoal e profissional estavam em pleno vapor, quando começaram a surgir diversas viagens a trabalho e foi em uma destas ocasiões que conheci a desgraça de minha vida. O crack, no ano de 2010. Novamente, no início, usava de forma que eu acreditava ser controlada, porém, mais uma vez, a freqüência e a quantidade aumentavam a cada dia e me tornei literalmente um monstro. Não me importava com nada e nem com ninguém, só queria saber de usar e usar, até que, mais uma vez, veio a intervenção da minha agora ex-esposa, ao chamar meus pais para verem o estado que eu me encontrava.

Era abril de 2011, quando meus pais, principalmente minha mãe, me viram e eu pude ver em seus olhos o sofrimento em me ver naquele estado. Quatro meses sem cortar cabelo e quase dois meses sem fazer barba. Me rendi e pedi ajuda pois vi que sozinho não conseguiria me livrar do vício.

Palavras de minha mãe: “-Não vou perder você para as drogas, você vai se tratar e voltará a ser o meu menino.”

Por um período de vinte dias fiquei internado em uma instituição de reabilitação em Belo Horizonte, que não recomendo nem ao meu maior inimigo, se é que tenho algum que não seja eu e meu comportamento auto-destrutivo.

Quando voltei para São Paulo, me vi sozinho e infelizmente veio a minha recaída no uso de crack. Fui totalmente insano em pensar que se eu fumasse só um pouquinho, que não teria problema. Total ilusão, não houve só um pouquinho.

Novamente minha ex-esposa interveio.

Atualmente estou internado na Comunidade Terapêutica Cantareira, em Mairiporã- SP, completei nesta semana dois meses de tratamento.

Com o trabalho psicológico que eu estou tendo, começo a perceber que inúmeros fatos do passado que contribuíram para meu atual uso abusivo.

P.H.C., 42 anos.

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